27 de jan. de 2012
26 de jan. de 2012
Atila e suas poesias patéticas!
tumba anônima
Eu tô me esquecendo do teu cheiro, sorriso, gosto. É como se fosse um morto, do qual se perde a foto, e esquece o rosto. São como todos aqueles cadáveres queimados que não se pode identificar. Ou uma criança sequestrada que não se pede resgate pra pagar. Talvez pudesse comparar com alguma doença rara, que mesmo em tempo de ciência clara, a cura insiste ocultar. Não terá nome em tua lápide, mero bípede. E ninguém vai rezar pela tua alma, clemente. Será enterrado como um indigente, cova rasa, sem choro de parente. Tua caveira perderá olho, pele, dente. Teu corpo, antes quente, será mais frio que a geleira de Ross. Tua boca não emitirá voz. Só os vermes partilharão tua companhia com esfuziante alegria. Tua tumba anônima, será violada noite e dia, e teus ossos, usados em magia.
Eu não tenho pena de ti. Porque o meu coração parou de bater e há muito tempo morri. Também não pense que é eterno. Quem sabe não nos encontramos no inferno? Ao nono círculo, o dos traidores e, mergulhados no Cócito, abraçados como ex-amantes, compartilharemos extremos horrores.
Eu não tenho pena de ti. Porque o meu coração parou de bater e há muito tempo morri. Também não pense que é eterno. Quem sabe não nos encontramos no inferno? Ao nono círculo, o dos traidores e, mergulhados no Cócito, abraçados como ex-amantes, compartilharemos extremos horrores.
" Atila Ferrarez"
25 de jan. de 2012
Cristina Tomé por Ana Ferrary - 25/01/2012
Cris por Cris:
| "Não sinto nada mais ou menos, ou eu gosto ou não gosto. Não sei sentir em doses homeopáticas. Preciso e gosto de intensidade, mesmo que ela seja ilusória e se não for assim, prefiro que não seja. Não me apetece viver histórias medíocres, paixões não correspondidas e pessoas água com açúcar. Não sei brincar e ser café com leite. Só quero na minha vida gente que transpire adrenalina de alguma forma, que tenha coragem suficiente pra me dizer o que sente antes, durante e depois ou que invente boas estórias caso não possa vivê-las. Porque eu acho sempre muitas coisas - porque tenho uma mente fértil e delirante - e porque posso achar errado - e ter que me desculpar - e detesto pedir desculpas embora o faça sem dificuldade se me provarem que eu estraguei tudo achando o que não devia. Quero grandes histórias e estórias; quero o amor e o ódio; quero o mais, o demais ou o nada. Não me importa o que é de verdade ou o que é mentira, mas tem que me convencer, extrair o máximo do meu prazer e me fazer crêr que é para sempre quando eu digo convicto que "nada é para sempre." " Gabriel Garcia Marquez" | |
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